A enfermeira Nayara, responsável pela imunização em Cassilândia, anunciou o início antecipado da campanha de vacinação contra a gripe no município. A antecipação se deve ao aumento significativo de casos de influenza, especialmente o vírus H1N1, com registros preocupantes de internações e óbitos no estado. A vacina trivalente oferecida pelo SUS protege contra H1N1, H3N2 e influenza B. Neste primeiro momento, a vacina está disponível para os grupos prioritários, que incluem:
- Crianças de 6 meses a menores de 6 anos.
- Gestantes.
- Idosos acima de 60 anos.
- Pacientes portadores de doenças crônicas (diabetes, imunodeprimidos, renais crônicos, doenças neurológicas, hipertensão com outras comorbidades, problemas respiratórios graves).
- Profissionais dos Correios e caminhoneiros.
- Professores e profissionais de saúde.
Nayara esclareceu que a vacina da gripe é inativada (vírus mortos) e é impossível desenvolver a doença a partir dela. Sintomas gripais após a vacinação podem ser causados por outros vírus circulantes. As vacinas estão disponíveis em todas as unidades de saúde de Cassilândia, de manhã e à tarde. Não há falta de vacinas no município.
A enfermeira também reforçou a importância de não se automedicar, principalmente com antibióticos para tratar a gripe, que é causada por vírus. Em caso de sintomas, a orientação é procurar avaliação médica.
Além da gripe, Nayara informou sobre a campanha de resgate de pacientes que não tomaram a vacina contra o HPV. O HPV pode causar câncer de colo do útero, vagina, região anal e verrugas genitais. A vacina está disponível para a população de 15 a 19 anos que não se vacinaram anteriormente.
Também será iniciada a campanha “Aluno Imunizado” para atualizar a caderneta de vacinação de adolescentes, com foco nas vacinas contra meningite ACWY e HPV. Em relação à vacina contra a dengue, está sendo realizada a busca ativa para a segunda dose, essencial para a imunização completa.
Nayara fez um apelo para que a população procure a vacinação e se proteja contra diversas doenças, alertando para os riscos da desinformação e dos movimentos antivacina.