| Trabalhadores da Industria da IACO Agrícola, fizeram na tarde de ontem na sede da empresa, uma manifestação, reivindicando melhores condições de trabalho, novo plano de cargo e salários, atendimento médico, melhores condições de alimentação, entre outras. A manifestação atinge grande números de trabalhadores, que estão parados desde as 13 horas de ontem.
Por volta das 17 horas de ontem a nossa reportagem foi solicitada pelos manifestantes a comparecerem no local, onde eles queiram relatar a imprensa a situação deles junto a IACO. No local procuramos ouvir os dois lados. Um dos encarregados da empresa, afirmou a nossa reportagem, que funcionários descontentes, impediram que um dos ônibus saísse do terminal rodoviário para levar funcionários para trabalhar, ele deu a ordem para que o motorista seguissem em frente. Esta mesma pessoa, também nos informou, que foi obrigado a chamar o COB para garantir condições de ir e vir dos demais trabalhadores. O Superintendente da IACO Agrícola, Édson da Cunha Rocha negou que exista qualquer tipo de retaliações a funcionários, que a empresa cumpre corretamente os seus compromissos trabalhistas e está adiantada quanto às exigências da CLT, Consolidação das Leis Trabalhistas. Um exemplo disso é o cartão magnético para ponto eletrônico, uma determinação da Lei nº 1.510, que obriga a sua instalação apenas a partir de março de 2011. O novo sistema de ponto não permite manipulações e tudo é registrado automaticamente no holerite do funcionário. Segundo Édson, manifestação foi deflagrada por um grupo isolado de funcionários descontentes. A empresa já está tomando as providências necessárias para que a colheita não sofra prejuízos, a indústria continue a ser alimentada com a cana-de-açúcar necessária para a produção normal de álcool combustível e energia elétrica. José Willian, um dos lideres da manifestação afirmou a nossa reportagem que estaria havendo exageros nos descontos, cobrança de uniformes, transporte para o local de serviço, alimentação, e até alguns materiais para o desempenho das funções, como por exemplo o Crachá de identificação do funcionário. Willian disse ainda que as reivindicações deles não chegam até os proprietários da empresa, e que as horas extras que são combinadas não esta sendo paga conforme o acordo entre eles. Alegou ainda, que um dos funcionários, faltou um dia no serviço e teve um desconto de 18 horas no seu holerite, enquanto que o turno é de seis horas Reclamam ainda os funcionários que sofrem pressão e até humilhação para serem forçados a pedir demissão, quando a empresa não está contente com os mesmos ou precisa demitir. |