|
Em uma área de 3,5 hectares do parque do Sindicato Rural de Camaquã, o que há de mais novo em tecnologia para o arroz estará à mostra de 25 a 27 de fevereiro, na abertura da colheita. Na Vitrine Tecnológica, montada em 1 hectare pelo Irga em parceria com a Federarroz, produtores poderão conhecer variedades e produtos de dez empresas. São 16 parcelas de ensaios com cultivares convencionais, híbridos e insumos.
Conforme Roberto Jaeger, agrônomo do Irga em Camaquã, apesar dos desafios impostos pelo clima chuvoso em meses anteriores, a condução das áreas é perfeita. Porém, 30% da lavoura do município foi plantada fora do período recomendado. A produtividade nos 33,4 mil hectares deve cair 5%, ficando em 6,2 mil quilos, estima o agrônomo. "Tivemos 70% das áreas semeadas no período ideal, mas houve problema no manejo, pela dificuldade na aplicação de insumos. Na parcela plantada depois, o resultado é uma incógnita."
Segundo o pesquisador da área de melhoramento genético do arroz irrigado da Embrapa Clima Temperado, Paulo Ricardo Fagundes, as performances de duas alternativas de cultivares serão exibidas na Vitrine Tecnológica: a BRS Querência, convencional, e a BRS Pampa, primeiro híbrido da Embrapa para arroz, em pesquisa desde 2001 com o Centro de Cooperação Internacional em Pesquisa Agronômica para o Desenvolvimento, da França. A Ricetec mantém 142,5 metros quadrados para a exibição dos híbridos Avaxi, no mercado há quatro anos, Apsa, no circuito comercial nesta safra, e o Inov, em fase experimental. As três cultivares têm em comum o Clearfield, da Basf. Conforme o agrônomo Luís Octavio Centeno, todas são de ciclo médio e de alta produtividade.
|