Fundação Chapadão identifica três focos de Ferrugem Asiática da Soja

No dia 08 de Janeiro de 2018, o Laboratório da Fundação Chapadão identificou a presença de Ferrugem Asiática da Soja em duas amostras provenientes de São Gabriel do Oeste- MS. A diagnose foi feita pela estagiária Evelyn Dias Pinheiro, e confirmada pela Bióloga Débora Cristina Agnes e pela Pesquisadora Alexandra Botelho L. Abreu. Uma das amostras era da variedade Desafio RR em estagio “R6”. A segunda amostra, variedade BRS 7380RR, no estágio “R5.5”. Nas duas áreas o produtor já havia efetivado aplicações com fungicidas específicos para o controle da doença.

No dia 10 de Janeiro o Engenheiro Agrônomo Consultor, Douglas Ribeiro, encaminhou ao Laboratório da Fundação Chapadão, folhas com os sintomas da doença para confirmação e divulgação das informações, variedade AS 3680 Ipro, estando em “R5.3”, as folhas eram provenientes de lavoura do município de Campo Grande- MS.

Hoje, dia 12 de Janeiro, foi identificado mais um foco de Ferrugem, em amostras do município de Cassilandia-MS, as folhas eram da variedade Bônus Ipro, em estágio “R6”. Novamente a diagnose foi feita pela estudante de agronomia Evelyn Dias Pinheiro, e confirmada por Débora C. Agnes.

A Fundação Chapadão tem alertado os produtores quanto à presença de Ferrugem, pois as condições de clima (umidade e temperatura) estão propícias ao desenvolvimento da doença. A equipe do Laboratório de Diagnose de Doenças da Fundação Chapadão, ainda orienta aos produtores para que continuem monitorando suas áreas, coletando folhas e encaminhando ao laboratório, para melhor tomada de decisão quanto a necessidade de aplicação e qual produto a ser utilizado. O Pesquisador e Diretor Executivo da Fundacao Chapadão, Edson P Borges, enfatiza a adoção do manejo antirresistência que compreende as ações que foram definidas pelo Consórcio Antiferrugem, que são: Usar sempre misturas comerciais formadas por dois ou mais fungicidas com modo de ação distintos; Não utilizar mais que duas aplicações do mesmo produto em sequência e utilizar no máximo duas aplicações dos produtos contendo SDHI por cultivo; Fazer uso de produtos protetores e ou multissitios em associação. Incluindo assim todos os métodos de controle de doenças, dentro do programa de manejo integrado.

O laboratório de Diagnose de Doenças, Insetos, Plantas, Nematoides, Patologia e Germinação de Sementes da Fundação Chapadão conta com uma equipe treinada para realização dessas análises e é credenciado ao Consórcio Antiferrugem da Embrapa Soja (http://www.consorcioantiferrugem.net).

Comentários

Comentários