Fundação Chapadão confirma dois focos de ferrugem asiática da soja na região dos Chapadões

No dia 17 de janeiro, o Laboratório da Fundação Chapadão recebeu amostras de folhas com suspeita de Ferrugem Asiática da Soja, enviadas pelo Engenheiro Agrônomo Consultor, Márcio Moura. Os focos foram confirmados pela equipe do Laboratório, as Pesquisadoras Alexandra Botelho e Débora Agnes. Uma das amostras era procedente de Chapadão do Céu, GO, variedade Desafio, estando em R5.3. A outra amostra, de lavoura do município de Chapadão do Sul, MS, variedade NA73387, no estágio R5.5. Nas duas áreas o produtor já havia efetivado aplicações com fungicidas específicos para o controle da doença.

O diretor e pesquisador da Fundação Edson Borges, vinha alertando aos produtores quanto a esta possível ocorrência, pois focos já haviam sido registrados nos municípios de São Gabriel do Oeste, MS e Jataí, GO. Além das condições de clima (umidade e temperatura) propícias ao desenvolvimento da doença. Ele ainda orienta aos produtores para que continuem procedendo o monitoramento e as aplicações nas áreas conforme programação, intensificando o monitoramento para tomada de decisão quanto a necessidade de aplicação e qual produto a ser utilizado. Outra prática que deve ser adotada pelo produtor é o manejo antiresistência que compreende as ações que foram definidas pelo Consórcio Antiferrugem, que são: Usar sempre misturas comerciais formadas por dois ou mais fungicidas com modo de ação distintos; Não utilizar mais que duas aplicações do mesmo produto em sequência por cultivo; Usar doses efetivas e cuidar o período de intervalo entre uma aplicação e outra. Fazer uso de produtos protetores em associação; Fazer aplicações preventivas nunca de forma curativa.

 

O laboratório da Fundação Chapadão conta com uma equipe treinada para realização dessas análises e é credenciado ao Consórcio Antiferrugem da Embrapa Soja (http://www.consorcioantiferrugem.net).

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