Projeto pantaneiro de preservação do tatu-canastra é finalista do ‘Oscar Verde’

Um projeto sul-mato-grossense está na final de um concurso internacional conhecido como Oscar Verde, o Green Oscars. Mais de 200 projetos de todo o mundo disputaram o título e sete estão na final, entre eles o Tatu-Canastra Pantanal, um projeto de pesquisa pioneiro sobre o animal.

O prêmio para o melhor projeto ambiental sobre conservação será entregue na próxima quarta-feira (29), em Londres, na Inglaterra. O evento será comandado pela princesa Anne, a filha da rainha Elizabeth II.

Além do projeto sul-mato-grossense, concorrem ao prêmio pesquisadores da Philipinas, Colômbia, Indonésia, África e Índia.

O francês Arnaud Desbiez, de 40 anos, é o fundador do projeto, que começou efetivamente em 2011, em solo pantaneiro.

TATU-CANASTRA

O Tatu-Canastra é a maior espécie de tatu existente. Devido ao seu comportamento de viver embaixo da terra e em baixas densidades populacionais, contribuem para que esta espécie ameaçada seja muito pouco conhecida.

Hoje o Projeto Tatu-Canastra – Pantanal é o primeiro projeto de pesquisa em longo prazo dedicado a conhecer sua ecologia neste bioma utilizando radiotransmissores, armadilhas fotográficas, levantamento e pesquisa de suas tocas, monitoramento de indivíduos e mapeamento de sua área de uso e entrevistas com a comunidade local.

Recentemente, o projeto expandiu seus estudos a outras espécies de Xenarthras, como tamanduás e os tatus como por exemplo o tatu-de-rabo-mole (Cabassous unicinctus). O tatu-canastra junto com outras espécies de Xenarthras são considerados embaixadores da nossa biodiversidade, servindo como excelentes modelos para a educação ambiental e programas para iniciativas de conservação de espécies ou preservação de biomas nacionais e internacionais.

Escrito por  Correio do Estado

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